Ryse: Son of Rome: Confira a nossa análise

Seja bem-vindo a nova geração!

8.0

Excelente

A Análise de hoje é sobre o jogo Ryse: Son of Rome, jogo exclusivo do Xbox One, que vem para mostrar o cartão de visitas dos gráficos da nova geração!

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INSTALAÇÃO E ATUALIZAÇÃO

Antes da análise falarei da primeira experiência negativa que tive com a nova geração. Coloquei o disco no console, e automaticamente iniciou-se a instalação.

Deixei instalando e fui resolver algumas coisas, quando retornei, apareceu um aviso dizendo que era necessária uma atualização OBRIGATÓRIA de cerca de 1 GB para que pudesse jogar o game. Oras, se preferi comprar o disco em mídia física (teoricamente o jogo estaria 100% completo, era só colocar no console, instalar e JOGAR), fui OBRIGADO a aceitar o tal download.

Fiquei frustrado, e como já era tarde da noite, deixei o download ocorrendo e fui dormir.

Na manhã seguinte tudo estava baixado e OK para ser jogado.

O mesmo ocorreu quando fui jogar o FORZA Motorsport 5, só que o download foi maior, cerca de 5 GB.

Me senti feito de palhaço! Era melhor ter comprado logo a versão digital! Oras bolas, eu queria simplesmente chegar e colocar o jogo e jogar, como fazia no Xbox 360!

O que ocorre, é que os jogos foram lançados em disco de forma incompleta ou em versão mais antiga, tendo em vista que estes jogos foram lançados às pressas, e que disponibilizaram as “mudanças” ou “avanços” assim que o console foi lançado.

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HISTÓRIA DO JOGO

Bom, falaremos agora sobre o que realmente importa, o JOGO!

A história é ambientada na antiga ROMA, onde Nero é o imperador, e seus dois filhos, Cômodo e Basílio são governadores.

O jogador encarna no papel de Mário, um soldado romano que luta bravamente por seu país.

O início do jogo se dá durante uma invasão bárbara ao palácio Romano, e Mário está liderando as tropas para efetuar a defesa.

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Logo após, Mário entra no Palácio e se encontra com o Imperador Nero, e o leva para um local mais seguro, e lá, o Imperador pergunta o nome daquele que o estava salvando, e o general responde que o importante não é seu nome, e sim sua história. Então começa a contar quando virou soldado romano, e foi encontrar com sua família, e durante uma invasão bárbara, são todos mortos. E a partir daí, ele busca vingança contra os bárbaros, e mais para frente descobre que o verdadeiro inimigo estava mesmo é dentro do Império Romano.

A história é muito bacana, tem elementos de mitologia, fala sobre deuses etc. Realmente uma boa história, me prendendo até o fim.

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GRÁFICOS

Os gráficos são belíssimos. É daqueles jogos que você pensa “isso sim é nova geração!”.

A Crytek fez um ótimo trabalho recriando Roma, os cenários são todos cheios de detalhes, passando desde a cidade até por florestas, não podendo faltar, é claro, o Coliseu. Como se sabe, ela seguiu a tradição de fazer jogos com gráficos belíssimos (vide a série Crysis).

As animações de execuções são um espetáculo à parte. A câmera aciona o efeito de câmera lenta e zoom, para visualizar melhor a carnificina. São dezenas de execuções, podendo até executar dois inimigos ao mesmo tempo.

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SOM

A trilha sonora é muito boa! Não achei excepcional. Gostei mesmo dos sons das batalhas, flechas voando e acertando soldados e escudos, pedras sendo atiradas por catapultas, o som das espadas, enfim, belo trabalho!

DUBLAGEM

O jogo é totalmente dublado e legendado em português. A dublagem é boa, contando com vozes que costumam dublar grandes filmes e séries. Não é perfeita, há ocasiões onde parece estar atrasada/adiantada, mas cumpre bem o seu propósito.

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JOGABILIDADE

Trata-se de um  “Hack and slash”, com um sistema simples de batalha. Comandos do jogo: X botão de ataque com espada, Y para empurrar com o escudo ou com chute, A para defesa, B para rolar, RT para execução (quando aparece uma caveira branca ou vermelha sobre o inimigo). Quando você pega o pilo (uma espécie de lança) usa o LT para mirar e RT para atirar. Existe também o “Foco”, que é acionado utilizando o botão RB, onde Mário “bate” escudo no chão, fazendo com que os inimigos fiquem atordoados e em câmera lenta, podendo desferir golpes e executar combos facilmente. A barra de “Foco” fica abaixo da barra de “Vida”, e a quantidade pode ser verificada através da cor branca.

Há golpes que os inimigos desferem que são mais fortes, devendo a defesa do escudo ser feita no momento mais próximo possível do golpe te acertar, caso contrário a defesa não será efetuada e você sofrerá danos.

Com o direcional digital, cabe ao jogador escolher um bônus pelas execuções bem sucedidas, podendo ser: Recuperação de Vida, Ganho Extra de XP, Ganho Extra de Foco, Ganho Extra de Dano.

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Sobre a execução, a Crytek se utilizou do seguinte conceito: ao efetuá-la, o inimigo piscará ou na cor amarela (botão Y) ou na cor azul (botão X), devendo o jogador apertar o botão correspondente o mais breve possível, podendo esta execução ser classificada de Recruta, Soldado, Centurião e Lendária, conforme o “timing” do acerto do botão. Caso o jogador não aperte nada, a execução acontecerá do mesmo jeito, porém não receberá bônus de execução correspondente, bem como de experiência e heroísmo.

Durante algumas partes do jogo vocês assumirá o controle de um equipamento chamado Balista, de onde são lançados enormes lanças geralmente com fogo na sua extremidade. Sua visão torna-se uma mira, e utiliza-se o gatilho RT para efetuar os disparos.

É possível melhorar as habilidades de Mário, como aumento da vida, da barra de foco, e outras habilidades. Essa melhoria pode ser feita através de “Heroísmo”, que é ganho conforme se avança no jogo, com os combos e execuções efetuadas, ou com Ouro, que é comprado com dinheiro real, pela Live, através de micro transações.

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COLECIONÁVEIS

Como já é comum nos jogos da atualidade, Ryse também traz como desafio opcional grande quantidade de colecionáveis espalhados pelo cenário, para que o jogador recolha.

São os Pergaminhos, Vistas e Crônicas. Nenhum deles é obrigatório pegar, porém eles são extras que depois trazem informações sobre a História do jogo e sobre os Personagens, no caso dos Pergaminhos, visualizável no próprio jogo ou através do aplicativo SmartGlass no Windows 8, Tablet ou Smarphone, assim como as Vistas que tratam-se de imagens dos cenários do jogo. No caso das crônicas, elas trazem HQs sobre o jogo, mas só são visualizáveis através do SmartGlass.

Além de liberar estes Extras, conseguindo coletar todos os itens, você desbloqueará Conquistas.

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MULTIPLAYER

No Multiplayer você não encarna o herói Mário, e sim um Gladiador qualquer. Você é mais um outro jogador, em modo cooperativo, serão colocados dentro do Coliseu para enfrentar inimigos e cumprir objetivos.

Trata-se de um Coliseu “vivo”, onde o cenário e objetos são dinâmicos, mudando a cada novo desafio. Você terá basicamente que matar multidões de inimigos, e cumprir missões como impedir que os inimigos coloquem fogo em certos objetos, derrubar caldeirões para queimar catapultas, dentre outros. O jogo possui diversas tipos de arenas para escolher.

Antes de cada partida, vocês escolherá qual Deus representará, Júpiter, Marte, Apolo ou Diana. Cada um oferece um tipo de vantagem e um “poder especial” para o seu Gladiador, e o bacana é que as vantagens servem para os dois jogadores, assim, é possível escolher os Deuses pensando na estratégia que a dupla usará durante o jogo.

É possível comprar roupas prontas para seu gladiador, com dinheiro real, através da Live (malditas micro transações! rs), e também evoluir equipamentos, que podem ser comprado através de ouro, que aqui no modo Multiplayer é ganho quando se conquista o público através de execuções de combos longos durante o combate, execuções de inimigos e o ato de louvar o Deus escolhido pelo jogador (basta apertar o botão LB).

É diversão garantida, mas depois de certo tempo você vai acabar se enjoando, a não ser que queira debloquear as conquistas relacionadas ao modo Multiplayer.

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VEREDITO

Vamos concordar que nesse começo de geração não houve nenhum JOGAÇO, seja pra Xbox One ou para Playstation 4. A análise tem que que ser feita, levando-se em conta o contexto do lançamento dos consoles desta nova geração.

Isto posto, posso dizer que trata-se de um belo jogo, onde o ponto forte é o visual, que difere muito da geração passada, fazendo com que você tenha aquele sentimento bom de “NOVA GERAÇÃO” efetivamente.

A campanha solo é curta, mas joguei mais algumas vezes, para zerar na dificuldade Lendária, que é desbloqueada assim que você termina o jogo pela primeira vez, para pegar os colecionáveis, e claro, pra me divertir mais um pouco, tendo em vista que achei o jogo muito divertido, porém curto.

É um jogo que vale a pena ser jogado, mas não será um jogo inesquecível. É diversão garantida. É como se fosse um daqueles filmes de ação que você se diverte enquanto assiste, lembra dele por algumas semanas/meses, mas depois esquece.

Ele entrega aquilo que promete, diversão, sangue (nem tanto vai, aliás, essa é uma falha, jorra pouco sangue, rs), execuções diversas, e uma história bacana. Pra início de geração (e só deste ponto de vista) está tudo certo!