Review | A Way Out, uma experiência incrível de narrativa

Experiência incrível de narrativa

9

Quase Perfeito

A Way Out foi lançado em 23/03/2018 para PC, PlayStation 4 e Xbox One. O game faz parte do programa EA Originals, em que a Electronic Arts busca jogos e produtores independentes com a finalidade de auxiliá-los a publicar seus jogos, trazendo estes indies para o foco do grande público.

Produzido pela Hazelight Studios, o jogo é dirigido por Josef Fares, um cineasta que resolveu mergulhar no mundo dos games como forma de ampliar as ferramentas para suas narrativas.

Seu primeiro trabalho no universo gamer foi o jogo Brothers: A Tale of Two Sons, atuando também como diretor. Brothers trazia um estilo narrativo único, bem como uma jogabilidade singular, sendo que um único jogador controlava ambos irmãos, onde que cada alavanca analógica servia para movimentar um irmão. Desta forma, era possível movimentar de maneira independente cada personagem.

Para A Way Out, o diretor trouxe mais uma vez um jogo voltado para a narrativa, e inovou novamente vez no quesito jogabilidade. A principal novidade é que este é um jogo em que o Coop é obrigatório. Seja online ou local, você terá que jogar com alguém para que possa chegar ao fim do jogo.

Um recurso interessante para facilitar o encontro de um parceiro para o jogo foi introduzido aqui: aquele que tiver comprado o jogo pode convidar um amigo qualquer que não tenha comprado (desde que no mesmo console, é claro) para baixar gratuitamente o jogo (uma espécie de versão Demo), que só funcionará mediante invite do player que tem o jogo.

Testamos a versão de PlayStation 4, e nela o convite é efetuado pela interface do jogo, direcionando o outro jogador para uma página da Playstation Store, onde é possível baixar a versão teste.

Um detalhe a se observar é que na versão de PlayStation 4, quando se utiliza este sistema de jogar com o amigo que não possui o game, os troféus só são liberados para a pessoa que realmente possui o jogo. Caso joguem de forma local, ou ambos possuam o jogo, independentemente de qual personagem faça a ação que resulte no troféu, ambos o ganham. Sobre os troféus/conquistas, assim como foi em Brothers, elas são ligadas a ações e interações do jogador com o cenário/NPCs, o que motiva uma exploração mais cuidadosa dos cenários.

Por falar em interação nos cenários, uma coisa muito divertida que introduziram no game são os mini games que estão espalhados: jogo de dardos, beisebol, jogo de ferradura, braço de ferro, lig 4 (quem completa 4 círculos em linha ganha), tem até um arcade em que é possível jogar uma espécie de vôlei, e uma sessão estilo “Guitar Hero” onde é possível tocar piano e banjo.

Ao iniciar o game, caberá de início a decisão sobre quem comandará cada um dos dois protagonistas: um jogador comandará Leo Caruso, um tipo extrovertido, meio esquentadinho, que gosta de resolver as coisas de forma mais impulsiva, e o outro jogador ficará com Vincent Moretti, que é mais introvertido, um cara muito mais racional na forma como lida com as coisas. E isso interfere na gameplay, tendo em vista que diversas situações durante o jogo podem ser resolvidas usando a abordagem de Leo ou de Vincent, o que resultará em ações diferentes.

Na maior parte do jogo, mesmo que você jogue online, a tela fica dividida, de forma que você acompanha os seus movimentos bem como os de seu amigo, e isso é incrível, pois algumas vezes você e seu amigo estarão fazendo coisas diferentes, e assim você consegue acompanhar a narrativa pelos dois pontos de vista.

Além de uma narrativa agradável, o gameplay também é muito bom. Há diversidade na jogabilidade, desde andar, conversar, perseguir uma pessoa, dirigir um carro (com direito ao amigo ficar na caçamba de uma picape metendo bala), e até uma sessão meio Uncharted de tiroteio.

Há algumas pequenas falhas aqui ou ali, mas nada que prejudicou a experiência e a imersão que o jogo proporcionava.

No fim das contas, A Way Out é uma experiência incrível. Joguei o game com um amigo de longa data, e juntos vivenciamos as voltas e reviravoltas da história de Leo e Vincent. Portanto, recomendo fortemente jogar com um amigo, isto irá potencializar a experiência, pode ter certeza.

Veredicto

Uma experiência incrível de narrativa, e cativante por sua jogabilidade única. Chame aquele seu amigo de fé, camarada, e juntos sigam a jornada de Leo e Vincent.