Estudos comparam realidade virtual e aumentada à invenção do computador pessoal

Da mesma forma que todas as áreas da economia e da pesquisa se modificaram pelo surgimento do computador pessoal nos anos 1980, a Internet na década de 1990 e os dispositivos móveis na década de 2000, a realidade virtual (VR, na sigla em inglês) e a realidade aumentada (AR) também trarão grandes avanços no futuro próximo, espalhando-se na sociedade como uma tecnologia indispensável para comunicação, aprendizagem e trabalho, além de fornecer interface natural para substituir smartphones e smartwatches de hoje.

Qualquer nova descoberta médica e qualquer novo design de produto poderão ser testados por humanos em ambientes virtuais controlados. No ensino, alunos participarão dos ambientes VR de viagens ao Ártico e aos desertos no mesmo dia, além de aprender história ao vivenciar fatos em VR. A previsão é da IEEE, maior organização mundial técnico-profissional dedicada a avanços tecnológicos para benefício da humanidade, que destaca a diferença crucial entre o que é feito hoje com os computadores e a internet e o que pode ser realizado com VR e AR: mudar a perspectiva dos usuários humanos de espectadores para a de participantes.

Para o membro sênior da IEEE, Anderson Maciel, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e especialista em aplicações médicas em VR e AR, incluindo modelagem e simulação de corpos humanos e simulação cirúrgica e visualização de anatomia específica do paciente. Simuladores de voo para o treinamento de pilotos, exploração de atlas anatômicos em 3D ou treinamento e planejamento de cirurgias complexas, como a laparoscopia.  Tudo isso, através de um aprendizado, que pode levar 10 anos de estudo e prática para formar um bom profissional, torna-se mais rápido graças à RV.

Imagine a imersão de obras e projetos sendo apresentados através da RV. Clientes podendo visitar novos aviões, edifícios,  tudo isso, antes de serem fabricados ou construídos. Já os designers conseguem avaliar protótipos em diferentes contextos e ambientes antes do produto final iniciar a produção. É claro que quando falamos em entretenimento, teremos muitas opções, como jogos.

Sobre o futuro dessas áreas para os próximos 5 a 10 anos, o especialista do IEEE prevê que o uso generalizado de dispositivos VR e AR em casas comuns trará novas demandas, o que possibilitará desenvolver aplicações, experiências e empregos. Em curto prazo, as pessoas compartilharão não fotos ou vídeos, mas experiências cinemáticas imersivas através de uma nova geração de redes sociais. É uma revolução: embora a maioria dos conceitos de VR e AR tenha sido estabelecida há mais de 30 anos, as massas nunca tiveram acesso a essas aplicações por causa de limitações tecnológicas. Com o boom do mercado de smartphones, o custo dos sensores e dispositivos de exibição diminuiu drasticamente na última década. Assim, câmeras, baterias, sensores inerciais e monitores de alta resolução e tamanho reduzido ficaram baratos o suficiente para tornar a tecnologia VR amplamente disponível.

Hoje, a indústria da VR e AR ainda é muito sustentada pelo entretenimento, sendo mais uma característica cultural do que uma limitação tecnológica. Novas gerações, porém, serão mais abertas ao uso de VR em empregos reais por estarem confortáveis com a tecnologia, assim como é possível para a geração atual fazer consultas de advogados, consultas médicas e negócios em geral através do Skype, enquanto a geração anterior precisava de uma reunião em pessoa. Em termos de tecnologia, o especialista do IEEE prevê que em breve teremos displays computacionais* em formatos confortáveis para transformar os atuais pesados óculos VR ou AR em um objeto de moda e design com recursos VR e AR. Mais tarde, serão oferecidos também em um formato de lentes de contato com sensores integrados.


  VR Viewer – Análise

A IEEE também nos enviou seu mais recente lançamento, o óculos de realidade virtual VR Viewer, que tem a intenção de entrar no mercado com um preço mais acessível e levando  todos os conceitos de VR com mais facilidade aos usuários.

O óculos de realidade virtual da IEEE permite que você experimente visualização e jogos de 360 ​​graus. Para isso, basta baixar qualquer aplicativo “Realidade Virtual” ou “Aplicação 3D” em seu smartphone para começar sua experiência de realidade virtual.

Testamos o aparelho e faremos uma breve análise sobre ele. Vamos a ela:

Ao receber o aparelho, notei que o tamanho dele era um pouco menor do que já estávamos acostumado a ver por ai. Apesar disso, sua alça de cabeça é ajustável, deixando o usuário bem confortável ao vestir. O encaixe para os olhos também atrapalham no inicio, mas com o tempo, você se acostuma com ele. O VR Viewer se encaixa em quase todos os aparelhos, até mesmo os populares iPhone 6/7 e 6/7 , o HTC One e o Nexus 6, porém, no teste feito em meu Moto G4, o resultado foi satisfatório, mas não vislumbrante.

Se você procura uma experiência diferenciada e que não precise desembolsar um valor muito alto, o VR Viewer pode ser a solução. A IEEE ainda não revelou a data de lançamento do gadget, mas tudo indica que chegue no primeiro semestre de 2018.

Confira abaixo a galeria de imagens do VR Viewer:

 

 

IEEE é uma ampla organização profissional, com atuação global, dedicada a avanços tecnológicos em benefício da humanidade. Por meio de suas renomadas publicações, conferências, padrões tecnológicos, além de atividades profissionais e educacionais, a IEEE é porta-voz da credibilidade em diversos segmentos, que abrangem sistemas aeroespaciais, computadores e telecomunicações para engenharia biomédica, energia elétrica e consumo de eletrônicos. Para mais informações, acesse o site.